Tumor que se origina no urotélio que reveste a bexiga, mais comum em homens após os 60 anos e fortemente associado ao tabagismo. A hematúria é o principal sinal de alerta.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O exame central é a cistoscopia: com uma câmera fina introduzida pela uretra, o urologista olha o interior da bexiga em tempo real e identifica lesões suspeitas. É um exame que pode ser feito no consultório, com anestesia local, e costuma causar mais desconforto do que dor. Ele geralmente vem acompanhado de: - Citologia urinária: análise de uma amostra de urina em busca de células tumorais soltas. - Exames de imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância): avaliam a bexiga e o restante do trato urinário e servem para estadiar a doença. - Biópsia transuretral (RTU-B): quando há um tumor, ele é removido e analisado no mesmo procedimento, por dentro da uretra e sem cortes externos — confirmando o diagnóstico e revelando o quanto é agressivo.
Tratamento
O tratamento depende, antes de tudo, de o tumor ser superficial (restrito à camada mais interna) ou invasivo (que já penetrou na parede muscular da bexiga). Tumores superficiais (não invasivos): - RTU da bexiga: a mesma raspagem endoscópica usada no diagnóstico remove o tumor por dentro da uretra. - Instilação de BCG: uma imunoterapia aplicada dentro da bexiga que usa uma forma atenuada do bacilo da tuberculose para estimular o próprio sistema imune a eliminar células tumorais que tenham sobrado após a RTU. É um tratamento padrão para tumores superficiais de risco intermediário e alto. - Quimioterapia intravesical: medicação (como a mitomicina C) aplicada dentro da bexiga. Uma dose única logo após a raspagem já é padrão nos tumores de baixo risco recém-diagnosticados; aplicações repetidas são usadas sobretudo quando o tumor tende a recidivar. Tumores invasivos: - Cistectomia radical: remoção completa da bexiga, seguida de uma reconstrução para dar novo caminho à urina. - Preservação da bexiga (tratamento trimodal): em pacientes selecionados, é possível preservar a bexiga combinando uma raspagem endoscópica o mais completa possível (RTU) com quimioterapia e radioterapia feitas em conjunto. É uma alternativa reconhecida à cistectomia para quem se enquadra nos critérios, e deve ser discutida como opção. - Quimioterapia sistêmica: antes (neoadjuvante) ou depois (adjuvante) da cirurgia. - Imunoterapia com inibidores de checkpoint (anti-PD-1/PD-L1): em casos avançados. Como fica a urina depois de retirar a bexiga? Há duas formas principais de reconstruir o trajeto: - Neobexiga ortotópica: constrói-se um reservatório com um segmento do intestino, ligado à uretra, o que permite urinar de forma voluntária, próxima do normal. - Conduto ileal: a urina é desviada para uma abertura na pele do abdome (estoma), com uma bolsa coletora externa. A escolha entre as duas leva em conta fatores clínicos e o desejo do paciente.
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