MascarenhasFred MascarenhasUrologia & Cirurgia Robótica
Saúde Urológica

Cisto de Úraco

Anomalia embrionária entre bexiga e umbigo

Cavidade cheia de líquido que persiste entre a bexiga e o umbigo devido ao não fechamento do úraco, estrutura embrionária. Pode infectar ou, raramente, malignizar.

Agendar avaliação
Ilustração anatômica — Cisto de Úraco
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

Durante a vida dentro do útero, existe um canal que liga a bexiga do bebê ao umbigo: o úraco. Ele é como uma 'passagem de obra' do desenvolvimento — útil na vida fetal, mas que deveria ser lacrada até o nascimento, virando um simples cordão fibroso. O cisto de úraco aparece quando um trecho desse canal não se fecha e permanece aberto, formando uma bolsa de líquido escondida entre a bexiga e o umbigo. O fechamento incompleto do úraco pode acontecer de formas diferentes: - Cisto de úraco: o segmento do meio permanece aberto, acumulando secreção e podendo infectar. - Fístula uracal: comunicação direta entre a bexiga e o umbigo — por onde pode escapar urina. - Seio uracal: persiste apenas o trecho próximo ao umbigo. - Persistência completa do úraco: o canal inteiro permanece aberto. Muita gente carrega a anomalia sem saber. Apesar de ser um problema de nascença, é comum que o cisto só dê sinal na vida adulta — com uma infecção, secreção saindo pelo umbigo ou como achado inesperado em um exame de imagem feito por outro motivo. Por que tratar importa? Um cisto de úraco deixado de lado pode: - Infectar e formar abscesso (uma bolsa de pus), com dor e infecções que voltam sempre no mesmo lugar - Criar fístulas urinárias — trajetos anormais por onde escapa urina - Raramente, dar origem a um tumor maligno, o adenocarcinoma de úraco — incomum, mas grave A boa notícia: a cirurgia é curativa na grande maioria dos casos. O acompanhamento é essencial principalmente em pacientes com lesões complexas ou achados suspeitos.

Sintomas

Secreção purulenta pelo umbigo
Dor abdominal ou na região suprapúbica
Massa abdominal palpável
Infecção recorrente da área
Hematúria ou disúria (em fístulas)

Diagnóstico

A suspeita geralmente nasce da história: secreção saindo pelo umbigo, dor entre o umbigo e o baixo ventre ou infecções repetidas na região. No consultório, o médico palpa o abdome procurando um ponto doloroso ou uma massa no trajeto entre o umbigo e a bexiga. Os exames de imagem confirmam e mapeiam o problema: - Ultrassonografia abdominal: indolor e sem radiação, costuma ser o primeiro passo — mostra a bolsa de líquido e sua relação com a bexiga. - Tomografia computadorizada (TC): detalha o trajeto do úraco, o tamanho do cisto e sinais de infecção ou de lesão suspeita, ajudando a planejar a cirurgia. - Cistografia: reservada aos casos com suspeita de fístula — um contraste é colocado dentro da bexiga para revelar, nas imagens, se existe comunicação com o umbigo.

Tratamento

Aqui o tratamento definitivo é cirúrgico — e há uma razão clara: enquanto o trajeto do úraco existir, ele pode voltar a infectar e mantém o risco (raro) de virar câncer. Por isso, a ressecção cirúrgica completa do cisto e de todo o trato uracal é o padrão-ouro. Como funciona na prática: - Se o paciente chega com infecção aguda (dor, secreção, abscesso), o primeiro passo são antibióticos, para esfriar o quadro. A cirurgia é feita depois, de forma eletiva e programada, com a região já sem inflamação. - A cirurgia remove o cisto e todo o trajeto do úraco, geralmente incluindo uma pequena cunha da cúpula da bexiga (a parte de cima do órgão), para que nada do tecido anômalo fique para trás. Hoje é frequentemente realizada por via laparoscópica ou robótica — pequenas incisões, baixa morbidade e recuperação rápida. Depois da cirurgia: - Todo o material removido é enviado para avaliação histopatológica (análise no microscópio), etapa importante para descartar qualquer sinal de malignidade. - A ressecção completa é curativa na grande maioria dos casos; o acompanhamento pós-operatório completa a segurança do tratamento, especialmente em situações de risco aumentado.

Procedimentos relacionados

Tem dúvidas sobre Cisto de Úraco?

Agende uma consulta com o Dr. Fred e tenha um diagnóstico personalizado.

Agendar consulta
FAQ

Perguntas frequentes

Em geral, é uma condição benigna, mas pode complicar com infecções recorrentes, abscessos e, raramente, malignização (adenocarcinoma de úraco). Por isso, mesmo após o controle da infecção, a remoção cirúrgica é recomendada.
WhatsAppInstagram