Vaporização ou enucleação do tecido prostático obstrutivo com laser — menor sangramento, alta precoce e excelente perfil em pacientes anticoagulados.

Sobre o procedimento
A cirurgia da próstata a laser é uma alternativa moderna e minimamente invasiva para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB) — o crescimento benigno da próstata que comprime o canal da urina e dificulta o esvaziamento da bexiga. A ideia é direta: em vez de raspar o tecido com uma alça elétrica, como na RTU convencional, usa-se a energia do laser para vaporizar (literalmente transformar em vapor) ou enuclear (descolar em bloco) o tecido que está obstruindo a passagem. O resultado funcional é excelente, com menos sangramento e recuperação mais rápida que a RTU. Duas tecnologias são as mais usadas: o laser GreenLight, que faz a fotovaporização (o tecido obstrutivo é vaporizado pelo feixe de luz), e o laser Thulium, que permite a vapoenucleação ou a enucleação (remoção mais completa do tecido). Não existe um "melhor absoluto": a escolha depende do volume da próstata, do perfil clínico do paciente e da experiência da equipe.
Quando é indicado
Como é realizado
O procedimento é todo endoscópico: os instrumentos entram pelo canal da uretra, sob anestesia, sem nenhum corte na pele. O que acontece dali em diante depende da tecnologia escolhida: • Laser GreenLight (fotovaporização prostática): o feixe de laser vaporiza o tecido prostático que está obstruindo, com mínima penetração nos tecidos vizinhos e sangramento mínimo. É indicado para próstatas pequenas e médias e, em casos selecionados, pode ser feito em regime ambulatorial (sem internação). • Laser Thulium (vapoenucleação ou enucleação): remove o tecido de forma mais completa, com resultado semelhante ao da prostatectomia, e com uma vantagem prática: o tecido enucleado pode ser enviado para análise no microscópio (análise histológica). É eficaz mesmo em próstatas muito volumosas (acima de 80 g).
Vantagens
Recuperação
O cateter vesical (a sonda que drena a urina da bexiga) fica por 1 a 2 dias. Um leve desconforto ao urinar nos primeiros dias é esperado. Em contrapartida, a melhora dos sintomas que motivaram a cirurgia costuma ser percebida em poucos dias — e de forma significativa. O retorno às atividades leves acontece em até 1 semana. Esforço físico vigoroso, relações sexuais e ciclismo, porém, devem esperar de 2 a 4 semanas: entre a primeira e a terceira semana, a "casquinha" interna da cicatrização pode se desprender e causar sangramento na urina — evitar esforço nesse período reduz esse risco.
Riscos e cuidados
O perfil de complicações da cirurgia a laser é menor que o da RTU convencional — especialmente no quesito sangramento, que é o grande diferencial da técnica. Ainda assim, alguns riscos existem: • Sintomas urinários irritativos transitórios: ardência ou vontade frequente de urinar por um período; melhoram sozinhos. • Infecção urinária: possível, como em qualquer procedimento no trato urinário. • Retenção urinária transitória: em uma pequena parcela dos casos, depois de retirar a sonda o paciente não consegue urinar e ela precisa ser recolocada por alguns dias, até a região desinchar. • Alteração da ejaculação (disfunção ejaculatória): esperada após cirurgias que desobstruem a próstata — um ponto para conversar antes da cirurgia. • Estenose da uretra ou contratura do colo da bexiga: um estreitamento do canal da urina ou da saída da bexiga por cicatrização; é incomum.
Vídeos sobre o procedimento
Tratamos com este procedimento
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