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Procedimento

Terapia Rezum (Vapor d'Água para HPB)

Tratamento térmico minimamente invasivo da HPB com preservação sexual

Aplicação de vapor d'água diretamente no tecido prostático obstrutivo — preserva ejaculação e função erétil, com recuperação rápida e ambulatorial.

Ilustração — Terapia Rezum (Vapor d'Água para HPB)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

O Rezum é um tratamento minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna (HPB) — o crescimento benigno da próstata que, com a idade, aperta o canal da urina e dificulta o xixi. A ideia é engenhosa: usar vapor d'água superaquecido para "desligar" o tecido que está sobrando. Funciona assim: uma agulha fina injeta pequenos jatos de vapor em pontos estratégicos da próstata, em pulsos de 9 segundos. O vapor libera energia térmica por convecção — o mesmo princípio que faz o vapor de uma panela aquecer muito mais que o ar quente — e destrói de forma controlada as células daquela região. Nas semanas seguintes, o próprio organismo reabsorve o tecido tratado, e a próstata vai "encolhendo" aos poucos, liberando a passagem da urina. A grande vantagem do Rezum em relação a procedimentos clássicos como a RTU e o HoLEP é a preservação da função sexual — em especial da ejaculação, que costuma ser afetada por essas técnicas e que, com o Rezum, é preservada na grande maioria dos casos (não em 100%: uma pequena parcela, em torno de 3 a 4%, ainda apresenta alteração). Por isso, é uma opção interessante para homens mais jovens ou para quem faz questão de preservar a ejaculação. Ele é indicado preferencialmente para próstatas de volume pequeno a moderado — em geral, entre 30 e 80 mL; acima disso, a evidência é limitada e outras técnicas tendem a funcionar melhor.

Quando é indicado

HPB sintomática em próstatas pequenas a moderadas
Pacientes que valorizam a preservação da função ejaculatória
Homens em uso de anticoagulantes ou com alto risco cirúrgico
Alternativa a tratamento medicamentoso de longo prazo

Como é realizado

É um procedimento ambulatorial: você não precisa ficar internado. A anestesia é local ou uma sedação leve — você dorme ou fica tranquilo, sem sentir dor. Não há cortes. Um dispositivo fino entra pela uretra (o canal por onde sai a urina), e o médico enxerga tudo por uma câmera. Sob essa visualização direta, uma agulha injeta os pulsos de vapor d'água superaquecido (a 103°C) nos pontos da próstata que estão obstruindo o canal. Cada pulso dura cerca de 9 segundos, e o procedimento todo leva em torno de 10 a 20 minutos. O efeito não é imediato: o tecido tratado vai sendo reabsorvido pelo organismo nas semanas seguintes, e os sintomas urinários melhoram gradualmente. Como a próstata incha um pouco logo após o tratamento, uma sonda vesical (um cateter fino que drena a urina da bexiga) pode ser deixada por alguns dias — em geral, de 3 a 7.

Vantagens

Preservação da função ejaculatória (>90% dos casos)
Preservação da função erétil
Procedimento ambulatorial, sem internação
Recuperação rápida — retorno em dias
Sangramento mínimo — seguro em anticoagulados
Anestesia local ou sedação leve

Recuperação

A recuperação é uma das partes mais tranquilas do Rezum. Você volta às atividades habituais em dias, não em semanas. Nos primeiros dias, é comum manter a sonda vesical, que é retirada no consultório. A melhora dos sintomas urinários é progressiva: começa a ser percebida ao longo de 2 a 4 semanas, à medida que o organismo reabsorve o tecido tratado, e o efeito completo chega em torno de 3 meses. Ou seja: não espere acordar do procedimento urinando perfeitamente. O Rezum é um tratamento de resultado gradual — e é assim mesmo que ele deve funcionar.

Riscos e cuidados

Os efeitos indesejados mais comuns são passageiros e ligados à "irritação" natural da região tratada: ardência ao urinar, vontade urgente de ir ao banheiro e um pouco de sangue na urina (hematúria leve). Tudo isso tende a melhorar sozinho nos primeiros dias a semanas. Pode ocorrer infecção urinária, tratada com antibiótico. Outra possibilidade é a retenção urinária transitória: em cerca de 3 a 5% dos casos, depois de retirar a sonda o paciente não consegue urinar e ela precisa ser recolocada — em algumas situações, mantida por mais tempo, de dias a algumas semanas, até a próstata desinchar o suficiente. Um ponto importante para decidir com clareza: a taxa de reintervenção a longo prazo (a chance de precisar de um novo tratamento no futuro) é maior com o Rezum do que com procedimentos como o HoLEP, especialmente em próstatas grandes. É uma troca consciente — menos invasão e preservação sexual agora, com possibilidade um pouco maior de retratamento lá na frente — que deve ser conversada caso a caso.

Vídeos sobre o procedimento

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

Sim. A preservação ejaculatória é uma das principais vantagens do Rezum, ocorrendo em mais de 90% dos casos — muito superior aos procedimentos clássicos (RTU e HoLEP), em que a ejaculação retrógrada é a regra.
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