MascarenhasFred MascarenhasUrologia & Cirurgia Robótica
Procedimento

RTU de Próstata (Ressecção Transuretral da Próstata)

Procedimento clássico para tratamento cirúrgico da HPB

Técnica endoscópica minimamente invasiva que remove o tecido prostático obstrutivo pela uretra, sem cortes externos.

Ilustração — RTU de Próstata (Ressecção Transuretral da Próstata)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A RTU de próstata é um dos procedimentos de referência para o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna (HPB) — durante décadas foi chamada de "padrão-ouro" e segue sendo a régua com a qual as técnicas mais novas são comparadas. É indicada quando os sintomas urinários são moderados a graves e os remédios já não resolvem. A próstata envolve o canal da urina (a uretra). Quando cresce, aperta esse canal — como uma mão apertando uma mangueira — e urinar se torna difícil. A RTU resolve isso por dentro: um aparelho chamado ressectoscópio entra pela uretra e uma alça elétrica (monopolar ou bipolar) retira o tecido que cresceu demais, reabrindo a passagem. Nenhum corte externo é necessário. A versão moderna da técnica, chamada bipolar, usa soro fisiológico como líquido de irrigação durante a cirurgia. Isso reduz o risco da chamada "síndrome da RTU" (uma reação do organismo ao líquido de irrigação absorvido durante o procedimento) e amplia a segurança. A RTU permanece amplamente indicada para próstatas de pequeno a médio volume (em geral, até cerca de 80 gramas). Acima disso, técnicas de enucleação, como o HoLEP, tendem a ser preferidas.

Quando é indicado

Obstrução urinária moderada a grave por HPB
Retenção urinária de repetição
Hematúria recorrente causada pela próstata aumentada
Infecções urinárias de repetição
Litíase vesical secundária à obstrução prostática

Como é realizado

Sob anestesia geral ou raquidiana (a anestesia aplicada nas costas, que adormece da cintura para baixo), o ressectoscópio — um tubo fino com câmera e instrumento de trabalho — é introduzido pelo canal da urina. Não há cortes na pele. Sob visão direta, o cirurgião usa a alça elétrica (monopolar ou bipolar) para retirar, em pequenos fragmentos, o tecido da próstata que está obstruindo o canal — um trabalho de desbaste por dentro, até a passagem ficar livre. Ao final, os fragmentos são aspirados e enviados para análise anatomopatológica — o exame de microscópio que avalia a natureza do tecido retirado. Um cateter vesical (a sonda que drena a urina da bexiga) é deixado por um curto período no pós-operatório.

Vantagens

Alívio rápido dos sintomas urinários
Sem necessidade de incisões externas
Tempo cirúrgico curto
Tempo de internação reduzido (1 a 2 dias)
Resultados duradouros em próstatas de pequeno a médio volume

Recuperação

O cateter vesical permanece por 1 a 3 dias após a cirurgia. O retorno às atividades habituais é progressivo e se completa em até 2 semanas. A cicatrização interna, porém, leva mais tempo: episódios passageiros de sangue na urina podem acontecer até 4 a 6 semanas depois — em geral, sem gravidade. Um cuidado específico: recomenda-se abstinência sexual por cerca de 30 dias, para dar tempo de a região operada cicatrizar.

Riscos e cuidados

Os principais riscos, explicados um a um: • Sangramento: possível, mas geralmente leve. • Infecção urinária: como em qualquer procedimento no trato urinário. • Síndrome da RTU: uma reação do organismo ao líquido de irrigação usado durante a cirurgia. É rara — particularmente com a técnica bipolar moderna. • Estenose da uretra ou do colo da bexiga: um estreitamento do canal por cicatrização, que pode surgir depois da cirurgia. • Alteração da ejaculação (disfunção ejaculatória): frequente e esperada. A forma mais comum é a ejaculação retrógrada, em que o sêmen segue para a bexiga em vez de sair durante o orgasmo. Não afeta a sensação do orgasmo nem a libido, mas pode interferir na fertilidade — assunto importante de conversar antes da cirurgia para quem deseja ter filhos. • Disfunção erétil: pode ocorrer em cerca de 5 a 10% dos pacientes após a cirurgia — menos frequente que a alteração da ejaculação, mas parte necessária da conversa de consentimento. • Incontinência urinária de esforço: perda de urina persistente é incomum, em torno de 1 a 2% dos casos. Avanços recentes — a técnica bipolar com soro fisiológico e, em casos selecionados, a RTU em regime ambulatorial — aumentaram a segurança do procedimento.

Vídeos sobre o procedimento

Tratamos com este procedimento

Quer saber se RTU de Próstata (Ressecção Transuretral da Próstata) é indicado para você?

Agende uma avaliação com o Dr. Fred e tenha uma análise personalizada.

Agendar consulta
FAQ

Perguntas frequentes

Incontinência urinária definitiva após RTU é rara. Pode haver urgência miccional transitória nos primeiros dias ou semanas, que tende a melhorar progressivamente.
WhatsAppInstagram