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Procedimento

Sling Masculino

Alternativa ao esfíncter artificial em incontinência leve a moderada

Fita reposicionadora colocada sob a uretra bulbar, indicada principalmente para incontinência pós-prostatectomia leve a moderada.

Ilustração — Sling Masculino
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

O sling masculino é uma das opções cirúrgicas para o homem que ficou com perda de urina após a cirurgia de próstata (prostatectomia radical) — especificamente para os casos leves a moderados, em que a perda existe e incomoda, mas não é volumosa. A lógica é diferente da do esfíncter artificial. O esfíncter é um dispositivo hidráulico ativo, com bomba, que o paciente aciona a cada micção. O sling é o oposto: uma fita sintética passiva, sem partes móveis, que fica parada no lugar fazendo um único trabalho — reposicionar e comprimir suavemente a uretra bulbar (o trecho do canal da urina que passa pelo períneo). Pense em um berço ou uma rede de sustentação: a cirurgia da próstata tirou o apoio que a uretra tinha, e a fita devolve esse apoio. Com a anatomia restaurada, o próprio mecanismo natural de continência volta a funcionar — sem botão, sem bomba, sem nada para operar. Justamente por depender desse mecanismo natural remanescente, o sling é indicado em casos selecionados: perdas urinárias menos volumosas (como referência prática, até 2 a 3 absorventes por dia), alguma função do esfíncter ainda preservada e ausência de radioterapia prévia na região — a radioterapia funciona, na prática, como contraindicação, porque reduz a eficácia da fita e aumenta as complicações. Quando bem indicado, o sling oferece bons resultados com uma cirurgia mais simples que a do esfíncter artificial: cerca de metade dos pacientes fica completamente seca e, somando os que melhoram de forma significativa, os bons resultados chegam a 70-80% nos primeiros anos. São números um pouco abaixo dos do esfíncter artificial — que segue sendo a opção mais eficaz para perdas graves —, e essa comparação honesta faz parte da escolha.

Quando é indicado

Incontinência urinária masculina leve a moderada pós-prostatectomia
Função esfincteriana residual preservada
Pacientes sem radioterapia prévia significativa
Falha de tratamento conservador (fisioterapia)

Como é realizado

A cirurgia é feita sob anestesia geral ou raquidiana (a "raqui", injeção nas costas que adormece da cintura para baixo). O acesso é uma pequena incisão no períneo — a região entre a bolsa escrotal e o ânus, que fica exatamente sobre o trecho da uretra que precisa de apoio. Por essa incisão, a fita sintética é posicionada por baixo da uretra bulbar. Dependendo do tipo de sling, as extremidades da fita são fixadas na musculatura do próprio períneo ou passadas por trajetos que atravessam aberturas naturais do osso da bacia (os trajetos obturatórios). Em qualquer das variantes, o efeito final é o mesmo: a fita reposiciona suavemente a uretra e recria a anatomia que favorece a continência.

Vantagens

Cirurgia mais simples e menos invasiva que o esfíncter artificial
Não exige operação ativa pelo paciente (sem bomba)
Recuperação mais rápida
Bons resultados em casos selecionados
Alternativa para incontinência leve a moderada

Recuperação

A recuperação é mais rápida que a do esfíncter artificial — essa é uma das vantagens do método. Internação: curta, geralmente de 24 horas. Primeiros 7 a 10 dias: repouso relativo — rotina leve, sem exageros, dando tempo para a fita se acomodar. Após 4 a 6 semanas: liberação para atividade física vigorosa. Diferente do esfíncter artificial, aqui não há nada para "ativar" nem treinamento de dispositivo: a fita já trabalha desde o início, passivamente. O resultado sobre a continência é avaliado ao longo das primeiras semanas e meses, nas consultas de acompanhamento.

Riscos e cuidados

Os riscos são, em geral, transitórios ou raros: - Dor perineal transitória: desconforto na região da incisão, entre o escroto e o ânus, que melhora com o tempo. - Retenção urinária temporária: dificuldade passageira para esvaziar a bexiga nos primeiros dias, enquanto o corpo se adapta à nova compressão da uretra. - Infecção do implante: possível em qualquer cirurgia com implante; quando não controlada, pode exigir a retirada da fita. A erosão da fita para dentro da uretra é rara, mas também exige remoção. - Falha do dispositivo: se o sling não controlar a perda, existe um plano B bem estabelecido — a conversão para o esfíncter urinário artificial. - Dor perineal persistente: menos comum que a dor transitória, mas não é excepcional — ocorre em cerca de 5 a 10% dos casos e, quando acontece, tem manejo próprio. O ponto central para minimizar tudo isso é a indicação criteriosa: o sling brilha na incontinência leve a moderada. Pacientes com incontinência grave têm melhores resultados indo direto para o esfíncter artificial — e essa avaliação honesta, antes da cirurgia, é o que evita frustração depois.

Vídeos sobre o procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

O sling é indicado para incontinência leve a moderada, com função esfincteriana residual. O esfíncter artificial é o tratamento de escolha para incontinência grave. A avaliação clínica e urodinâmica orienta a decisão.
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