Câncer raro porém grave, mais comum em regiões com acesso limitado à higiene, ausência de circuncisão e alta incidência de HPV. Prognóstico depende fortemente do estágio ao diagnóstico.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A investigação começa na consulta, com o exame físico. O urologista examina a lesão com atenção — tamanho, aspecto, localização — e apalpa a virilha dos dois lados, porque é para os gânglios (linfonodos) da região inguinal que esse tumor costuma se espalhar primeiro. É um exame visual e de toque, sem dor além do desconforto da própria lesão. A confirmação vem da biópsia: retira-se um pequeno fragmento da lesão para análise no microscópio (a chamada confirmação histológica). É esse exame que diz com certeza se é câncer. Confirmado o diagnóstico, entram os exames de imagem — ultrassonografia, tomografia ou PET-CT — para mapear os linfonodos da virilha e da pelve. Esse conjunto de informações forma o estadiamento: a medida de quão profundamente o tumor invadiu o pênis e de haver ou não sinais de disseminação para os gânglios ou para outras partes do corpo. É o estadiamento que orienta todo o plano de tratamento.
Tratamento
O tratamento do câncer de pênis é predominantemente cirúrgico, e vale uma regra simples: quanto mais cedo o diagnóstico, menor e mais conservador o tratamento. Lesões muito superficiais e restritas à pele da glande ou do prepúcio (carcinoma in situ) podem, em casos selecionados, ser tratadas sem cirurgia excisional — com cremes aplicados na lesão (como 5-fluorouracil ou imiquimode) ou com ablação a laser, preservando ao máximo o órgão. São opções que merecem ser consideradas antes de partir para retirar tecido. Lesões iniciais — cirurgias que preservam o pênis: - Excisão local com margem de segurança: retira-se apenas a lesão e uma pequena faixa de tecido sadio ao redor, para garantir que nenhuma célula doente fique para trás. - Postectomia (circuncisão): quando a lesão é superficial e restrita ao prepúcio, remover essa pele resolve o problema. Nesses casos, o pênis é preservado, assim como a função urinária e a vida sexual. Estágios mais avançados: - Penectomia parcial ou total: retirada de parte ou de todo o pênis, dependendo da extensão do tumor. É uma cirurgia de grande impacto, reservada para quando não há alternativa segura — mais um motivo para não adiar a consulta diante de uma lesão suspeita. - Avaliação dos gânglios da virilha: quando os gânglios não estão aumentados ao exame, mas o tumor tem risco intermediário ou alto de se espalhar, o padrão atual é a biópsia do linfonodo sentinela — identifica-se e retira-se o primeiro gânglio que "recebe a drenagem" da lesão para analisá-lo. Só se ele estiver comprometido (ou quando os gânglios já estão claramente aumentados) é que se faz a linfadenectomia inguinal completa (retirada de todos os gânglios da virilha), evitando a morbidade dessa cirurgia mais ampla em quem não precisa dela. - Quimioterapia e/ou radioterapia: quando há doença volumosa nos gânglios, a quimioterapia costuma ser feita antes da cirurgia (neoadjuvante), para reduzir o tumor; em outras situações, entra como complemento depois (adjuvante). Depois do tratamento, o acompanhamento com o urologista continua, com consultas e exames regulares para vigiar qualquer sinal de retorno da doença.
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