Conhecida também como impotência sexual, é a incapacidade persistente de obter ou manter ereção suficiente para uma relação satisfatória. Tem múltiplas causas e diversas opções de tratamento.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A consulta começa pela conversa — e ela é a parte mais importante. O médico pergunta sobre a história sexual (quando a dificuldade começou, se acontece sempre ou só em algumas situações), sobre doenças, medicamentos em uso e hábitos como cigarro e álcool. Não há motivo para constrangimento: são perguntas de rotina, feitas todos os dias no consultório. O exame físico avalia a genitália, os pulsos (um retrato da qualidade da circulação) e a sensibilidade da região — tudo indolor. Os exames de laboratório procuram causas tratáveis: testosterona total, glicemia (rastreando diabetes) e perfil de colesterol. Quando há suspeita de causa vascular, entra a ultrassonografia peniana com doppler, exame que avalia o fluxo de sangue dentro do pênis. E, quando o componente emocional é relevante, a avaliação psicológica complementa a investigação.
Tratamento
A boa notícia primeiro: a maioria dos casos de disfunção erétil não precisa de cirurgia. O tratamento é escalonado — começa pelo mais simples e só avança se necessário. A base de tudo — estilo de vida: atividade física regular, dieta equilibrada, parar de fumar, cessar o álcool e controlar as doenças crônicas (diabetes, pressão, colesterol). Essas medidas atacam a causa, não só o sintoma. Medicação oral — os inibidores da PDE-5: são os comprimidos que facilitam a chegada e a permanência do sangue no pênis. Eles não causam ereção automática: potencializam a resposta ao estímulo sexual. - Sildenafil (Viagra®) - Tadalafil (Cialis®) - Vardenafil (Levitra®) - Avanafil Importante: têm contraindicações absolutas — a principal é o uso junto com nitratos (medicamentos para o coração) e também com o riociguate (um estimulador da guanilato-ciclase, usado em certas doenças pulmonares e do coração); a combinação com qualquer um dos dois pode derrubar a pressão perigosamente. Devem ser prescritos pelo médico, nunca tomados por conta própria. Quando o comprimido não basta: - Ondas de choque de baixa intensidade: aplicadas no pênis; ainda são consideradas um tratamento em avaliação, com indicação restrita aos casos de causa vascular (disfunção vasculogênica) leve a moderada. - Terapia intracavernosa: injeções de medicamento aplicadas no próprio pênis para produzir a ereção. - Dispositivos de vácuo: um cilindro que traz o sangue para o pênis por sucção mecânica. Cirurgia — implante de prótese peniana: indicada para os casos que não respondem aos tratamentos clínicos. Há dois tipos: - Maleável (semirrígida): o pênis permanece firme e é posicionado manualmente. - Inflável (tricomponente): um mecanismo discreto permite "encher" a prótese na hora desejada, com resultado mais natural. A prótese substitui apenas o mecanismo de ereção — sensibilidade, orgasmo e ejaculação permanecem preservados, e a satisfação dos pacientes é alta.
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