MascarenhasFred MascarenhasUrologia & Cirurgia Robótica
Saúde Urológica

Disfunção Erétil

Incapacidade persistente de obter ou manter ereção satisfatória

Conhecida também como impotência sexual, é a incapacidade persistente de obter ou manter ereção suficiente para uma relação satisfatória. Tem múltiplas causas e diversas opções de tratamento.

Agendar avaliação
Ilustração anatômica — Disfunção Erétil
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

A ereção é, no fundo, um evento de circulação: para o pênis ficar rígido, o sangue precisa chegar em boa quantidade e permanecer retido ali. A Disfunção Erétil (DE) — popularmente chamada de impotência sexual — é a incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. A palavra-chave é "persistente". Falhar de vez em quando é normal e acontece com qualquer homem — cansaço, ansiedade, excesso de álcool. A DE passa a ser uma condição médica quando a dificuldade se repete e vira a regra, não a exceção. As causas se dividem em três grupos, que muitas vezes se combinam: Físicas — as mais comuns: - Doenças cardiovasculares (como a aterosclerose, o "entupimento" progressivo das artérias) - Diabetes - Hipertensão arterial - Colesterol alto (hipercolesterolemia) - Obesidade - Doença de Peyronie (fibrose que provoca curvatura no pênis) - Cirurgias na região pélvica (como a retirada da próstata) - Tabagismo, alcoolismo e uso de drogas Hormonais: - Testosterona baixa (hipogonadismo) - Distúrbios da tireoide Psicológicas: - Ansiedade e depressão - Estresse crônico - Problemas no relacionamento Um recado que pode salvar vidas: como a ereção depende de artérias saudáveis, a DE pode ser o primeiro aviso de uma doença cardiovascular ainda silenciosa. Investigar a causa vai muito além de recuperar a vida sexual. Por que tratar importa? A DE mina a autoestima e desgasta o relacionamento — por isso o acompanhamento psicológico pode ser parte essencial de uma abordagem completa. E o prognóstico responde ao tempo: casos leves podem estabilizar sem intervenção cirúrgica, enquanto casos moderados a graves geralmente se beneficiam de cirurgia. Quanto mais cedo a avaliação, mais opções de tratamento na mesa.

Sintomas

Dificuldade em obter ereção
Dificuldade em manter a ereção durante o ato sexual
Redução da rigidez peniana
Diminuição do desejo sexual associada
Episódios recorrentes (não eventuais) de falha sexual

Diagnóstico

A consulta começa pela conversa — e ela é a parte mais importante. O médico pergunta sobre a história sexual (quando a dificuldade começou, se acontece sempre ou só em algumas situações), sobre doenças, medicamentos em uso e hábitos como cigarro e álcool. Não há motivo para constrangimento: são perguntas de rotina, feitas todos os dias no consultório. O exame físico avalia a genitália, os pulsos (um retrato da qualidade da circulação) e a sensibilidade da região — tudo indolor. Os exames de laboratório procuram causas tratáveis: testosterona total, glicemia (rastreando diabetes) e perfil de colesterol. Quando há suspeita de causa vascular, entra a ultrassonografia peniana com doppler, exame que avalia o fluxo de sangue dentro do pênis. E, quando o componente emocional é relevante, a avaliação psicológica complementa a investigação.

Tratamento

A boa notícia primeiro: a maioria dos casos de disfunção erétil não precisa de cirurgia. O tratamento é escalonado — começa pelo mais simples e só avança se necessário. A base de tudo — estilo de vida: atividade física regular, dieta equilibrada, parar de fumar, cessar o álcool e controlar as doenças crônicas (diabetes, pressão, colesterol). Essas medidas atacam a causa, não só o sintoma. Medicação oral — os inibidores da PDE-5: são os comprimidos que facilitam a chegada e a permanência do sangue no pênis. Eles não causam ereção automática: potencializam a resposta ao estímulo sexual. - Sildenafil (Viagra®) - Tadalafil (Cialis®) - Vardenafil (Levitra®) - Avanafil Importante: têm contraindicações absolutas — a principal é o uso junto com nitratos (medicamentos para o coração) e também com o riociguate (um estimulador da guanilato-ciclase, usado em certas doenças pulmonares e do coração); a combinação com qualquer um dos dois pode derrubar a pressão perigosamente. Devem ser prescritos pelo médico, nunca tomados por conta própria. Quando o comprimido não basta: - Ondas de choque de baixa intensidade: aplicadas no pênis; ainda são consideradas um tratamento em avaliação, com indicação restrita aos casos de causa vascular (disfunção vasculogênica) leve a moderada. - Terapia intracavernosa: injeções de medicamento aplicadas no próprio pênis para produzir a ereção. - Dispositivos de vácuo: um cilindro que traz o sangue para o pênis por sucção mecânica. Cirurgia — implante de prótese peniana: indicada para os casos que não respondem aos tratamentos clínicos. Há dois tipos: - Maleável (semirrígida): o pênis permanece firme e é posicionado manualmente. - Inflável (tricomponente): um mecanismo discreto permite "encher" a prótese na hora desejada, com resultado mais natural. A prótese substitui apenas o mecanismo de ereção — sensibilidade, orgasmo e ejaculação permanecem preservados, e a satisfação dos pacientes é alta.

Vídeos sobre o tema

Procedimentos relacionados

Tem dúvidas sobre Disfunção Erétil?

Agende uma consulta com o Dr. Fred e tenha um diagnóstico personalizado.

Agendar consulta
FAQ

Perguntas frequentes

Não. A maioria dos casos tem causa orgânica (vascular, hormonal, neurológica) ou mista. Doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e tabagismo são causas muito comuns. O fator psicológico costuma se somar, mas raramente é a única causa.
WhatsAppInstagram