Solução cirúrgica altamente eficaz para disfunção erétil severa que não responde a medicamentos, injeções ou bomba de vácuo. Taxa de satisfação acima de 90%.

Sobre o procedimento
O implante de prótese peniana é o tratamento definitivo para homens com disfunção erétil severa que já tentaram — sem sucesso — os degraus anteriores: os medicamentos orais (inibidores de PDE-5, como os comprimidos para ereção), as injeções aplicadas no pênis e a bomba de vácuo. Quando nada disso funciona, a prótese resolve o problema de forma mecânica e confiável: ela devolve ao pênis a capacidade de ficar rígido para a relação sexual. A prótese não muda o que o homem sente. A sensibilidade, o orgasmo e a ejaculação continuam os mesmos — o que ela restaura é a rigidez, que a doença tirou. E os números falam por si: com as próteses infláveis de 3 volumes, a taxa de satisfação passa de 90%, tanto entre os pacientes quanto entre parceiras e parceiros, com melhora significativa na qualidade de vida, na autoestima e no relacionamento. Com a prótese maleável, a satisfação também é boa, mas menor — na faixa de 60 a 75% nas séries publicadas —, uma diferença que pesa na escolha do modelo. Existem dois tipos principais: - Maleável (semirrígida): o pênis fica sempre firme, com flexibilidade para posicioná-lo — para baixo no dia a dia, para cima na hora da relação. - Inflável (hidráulica, de 2 ou 3 volumes): um sistema hidráulico interno que "liga e desliga" a ereção sob demanda, com resultado mais próximo do natural.
Quando é indicado
Como é realizado
A cirurgia é feita sob anestesia geral ou raquidiana (a anestesia da coluna, em que o paciente fica acordado mas não sente nada da cintura para baixo). Por uma pequena incisão — na região entre o pênis e o escroto (penoescrotal) ou logo acima do pênis (infrapúbica) — os cilindros da prótese são implantados dentro dos corpos cavernosos: as duas colunas de tecido esponjoso que, num pênis saudável, se enchem de sangue para produzir a ereção. Na prática, a prótese ocupa o lugar de trabalho dessas estruturas. No caso da prótese inflável, o sistema tem mais duas peças: uma pequena bomba, alojada dentro do escroto (ao alcance dos dedos, para acionar quando quiser), e um reservatório de líquido, posicionado no abdome. Ao apertar a bomba, o líquido do reservatório enche os cilindros e o pênis fica rígido; ao final, um comando na própria bomba devolve o líquido e o pênis relaxa. Toda a estrutura fica completamente interna — nada aparece por fora, e ninguém percebe que existe uma prótese ali. Sobre a escolha entre os dois tipos: - Maleável (semirrígida): estrutura fixa e flexível, técnica cirúrgica mais simples e menor custo. Ideal para pacientes com baixa destreza manual ou comorbidades graves. - Inflável (hidráulica de 2 ou 3 volumes): ereção sob demanda, com aparência e rigidez mais naturais e alta satisfação estética e funcional.
Vantagens
Recuperação
A alta hospitalar acontece em 24 a 48 horas — em geral, apenas uma noite de internação. Na primeira semana, a palavra de ordem é tranquilidade: atividades leves podem ser retomadas em até 7 dias, respeitando o desconforto local, que é esperado no início. A atividade sexual é liberada depois de cerca de 4 a 6 semanas, quando a cicatrização interna está consolidada. Antes disso, no caso das próteses infláveis, o paciente recebe instrução detalhada sobre o uso da bomba — um treinamento simples, e a grande maioria domina o mecanismo rapidamente.
Riscos e cuidados
Os riscos do implante de prótese peniana são conhecidos e, na maioria, incomuns: - Infecção do dispositivo: a complicação mais temida, porque pode exigir a retirada da prótese. O risco é baixo quando a cirurgia é feita com técnica adequada e antibioticoprofilaxia (antibiótico preventivo, dado antes e durante o procedimento). - Falha mecânica: como todo dispositivo, a prótese pode um dia apresentar defeito — mas isso se tornou raro nas próteses modernas, que têm baixíssima taxa de falha. - Dor temporária e hematoma escrotal: desconforto e um "roxo" na bolsa escrotal nos primeiros tempos são as queixas mais comuns, e melhoram com o passar dos dias. - Sensação de pênis mais curto: é uma queixa frequente após o implante — muitos homens percebem alguma perda de comprimento, ainda que a medida real pouco mude. Saber disso antes evita frustração. - Erosão ou extrusão dos cilindros: quando a prótese "abre caminho" através do tecido, exigindo cirurgia de correção. É mais comum em diabéticos com comprometimento dos nervos, em quem usa sonda vesical crônica e em quem já fez radioterapia na pelve — situação frequente após tratamento do câncer de próstata. Nesses grupos, o risco de complicações do implante como um todo é maior, o que entra na conversa de consentimento. - Perda de sensibilidade da glande: possível, embora incomum. - Vazamento ou falha do reservatório: exclusivo das próteses infláveis; resolve-se com revisão do componente. - Revisão cirúrgica: em raríssimos casos, uma nova cirurgia pode ser necessária para ajustar ou substituir o dispositivo.
Vídeos sobre o procedimento
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