Disfunção sexual em que a ejaculação ocorre antes do desejado, com mínima estimulação. Afeta autoestima e relacionamentos, mas tem alta taxa de sucesso com abordagem combinada.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
Não existe exame de sangue ou de imagem que diagnostique ejaculação precoce: o diagnóstico nasce da conversa. O médico quer entender desde quando o problema existe, em quanto tempo a ejaculação ocorre, se acontece em toda relação ou só em algumas situações, e quanto isso incomoda — a avaliação é clínica e também psicológica. Para dar objetividade, usam-se questionários validados e medidas como o IELT (o tempo estimado entre a penetração e a ejaculação), que ajudam a caracterizar o quadro e a acompanhar a resposta ao tratamento. O exame físico e a avaliação hormonal entram quando há suspeita de outra disfunção associada — por exemplo, quando a ejaculação precoce vem acompanhada de dificuldade de ereção.
Tratamento
Ejaculação precoce não se trata com cirurgia — as ferramentas são comportamentais e medicamentosas, e o melhor resultado a longo prazo costuma vir da combinação das duas. Terapia comportamental — técnicas que treinam o controle do reflexo ejaculatório: - "Start-stop": a estimulação é interrompida antes do ponto de disparo e retomada quando a urgência passa. Com a repetição, o homem aprende a reconhecer e adiar esse ponto. - "Squeeze" (aperto): uma pressão firme aplicada no pênis no momento crítico, que reduz a urgência de ejacular. Psicoterapia: fundamental quando os fatores emocionais ou de relacionamento pesam no quadro. Medicação oral: - ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), como dapoxetina, paroxetina e sertralina: aumentam a disponibilidade de serotonina e, com isso, retardam o reflexo ejaculatório. Aqui eles não são usados como antidepressivos, e sim pelo efeito no controle da ejaculação. - Tramadol: em doses baixas, pode auxiliar o controle ejaculatório. Anestésicos tópicos: cremes ou sprays com lidocaína/prilocaína, aplicados no pênis antes da relação, reduzem a sensibilidade e ajudam a ganhar tempo. O que esperar: o tratamento é individualizado, e a abordagem combinada (medicação + terapia comportamental) traz os melhores resultados duradouros. Quando existe disfunção erétil associada, as duas condições são tratadas em paralelo.
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