Obstrução no ponto de transição entre a pelve renal e o ureter, dificultando o escoamento da urina e podendo levar à perda progressiva da função renal.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A investigação costuma começar pela ultrassonografia renal — exame simples, sem agulhas e sem radiação —, que mostra se a pelve renal está dilatada e o quanto. Confirmada a dilatação, o próximo passo é responder a duas perguntas: onde está a obstrução e quanto ela já afeta o rim. Para localizar o estreitamento e desenhar o caminho da urina, usam-se a tomografia com contraste ou a urografia excretora. Para medir o impacto, entra a cintilografia renal (com os marcadores DTPA ou MAG3): uma pequena quantidade de substância marcada é injetada na veia e uma câmera acompanha como cada rim capta e escoa a urina. É esse exame que determina o grau da obstrução e a chamada função diferencial — quanto cada rim, separadamente, está funcionando. Nenhum desses exames costuma incomodar além da picada da injeção do contraste ou do marcador.
Tratamento
Nem todo caso precisa de cirurgia. Quando a estenose não causa sintomas e a função do rim está preservada, é possível apenas acompanhar, com exames de imagem e de função renal periódicos — operando somente se o quadro mudar. Quando há sintomas (dor, infecções de repetição, sangue na urina) ou perda progressiva da função renal, a indicação é cirúrgica. A cirurgia padrão é a pieloplastia: o cirurgião remove o segmento estreitado e reconecta o ureter à pelve renal, refazendo uma passagem ampla. Ela pode ser feita por três vias: - Aberta: pelo corte tradicional. - Laparoscópica: por pequenos furos, com câmera. - Robótica: também por pequenos furos, mas com instrumentos comandados pelo cirurgião no console do robô. É a via preferida, por oferecer menor trauma, menor sangramento e recuperação mais rápida. Em casos bem selecionados existe ainda a endopielotomia: em vez de reconstruir a junção por fora, o cirurgião chega por dentro do canal urinário e abre o estreitamento com laser. O que esperar depois: a pieloplastia tem altas taxas de sucesso, e as vias minimamente invasivas trazem menos dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades. Após a cirurgia, o acompanhamento com exames de imagem e de função renal confirma que o rim voltou a escoar bem — é essa vigilância que garante o resultado a longo prazo.
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