Grupo de condições em que o rim, o ureter, a bexiga ou a uretra se formam de maneira diferente do habitual. Muitas são detectadas ainda na gravidez e têm acompanhamento e tratamento bem definidos.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A investigação começa quase sempre pela ultrassonografia — o mesmo tipo de exame do pré-natal, agora feito na criança —, que mostra os rins, se há dilatação e como estão a bexiga e os ureteres. É um exame indolor e sem radiação. Conforme o que o ultrassom mostra, exames mais específicos podem entrar em cena: - Uretrocistografia miccional: avalia se a urina reflui da bexiga em direção aos rins e como está a uretra. - Cintilografia renal: mede quanto cada rim funciona e se a urina está escoando bem (função e drenagem). - Ressonância: em casos selecionados, para detalhar melhor a anatomia. Toda essa investigação busca responder a uma pergunta central: essa alteração ameaça a função dos rins ou não? É essa resposta que orienta a conduta.
Tratamento
Nem todo caso precisa de cirurgia — essa é a primeira coisa que os pais devem saber. A conduta é individualizada: - Observação e acompanhamento: para as formas leves, com ultrassonografias seriadas ao longo do tempo. Muitas alterações vistas no pré-natal se resolvem ou permanecem estáveis, exigindo apenas vigilância. - Profilaxia de infecção: em casos selecionados — como alguns refluxos —, medicação preventiva evita infecções urinárias enquanto se acompanha a evolução. - Cirurgia: reservada para quando há obstrução significativa ou risco para a função renal. Exemplos: a pieloplastia (correção do estreitamento da JUP), a correção do refluxo vesicoureteral e a desobstrução na válvula de uretra posterior. Sempre que possível, por vias minimamente invasivas. Vale um destaque: a válvula de uretra posterior é a exceção que não pode esperar — no recém-nascido, exige drenagem imediata da bexiga e desobstrução endoscópica precoce para proteger os rins. O que esperar: o acompanhamento de longo prazo é a espinha dorsal do cuidado. É ele que protege a função renal, mostra se a alteração está melhorando ou progredindo e define o momento certo de cada conduta — inclusive o de operar, quando necessário.
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