MascarenhasFred MascarenhasUrologia & Cirurgia Robótica
Procedimento

Correção de Prolapsos Genitais Femininos

Cirurgia reconstrutiva do assoalho pélvico

Tratamento cirúrgico personalizado que restaura a anatomia e a função pélvica em casos de cistocele, retocele, prolapso uterino ou de cúpula vaginal.

Ilustração — Correção de Prolapsos Genitais Femininos
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

Os órgãos da pelve feminina — bexiga, útero, reto e alças do intestino — são sustentados por um conjunto de músculos e ligamentos chamado assoalho pélvico. Pense nele como uma rede firme que segura tudo no lugar. Quando essa rede enfraquece e afrouxa, os órgãos começam a descer: é o prolapso genital. Dependendo do que desce, o prolapso recebe um nome: cistocele (bexiga), retocele (reto), enterocele (alças intestinais), prolapso uterino (útero) ou prolapso de cúpula vaginal (o fundo da vagina, em mulheres que já retiraram o útero). Os sintomas variam: sensação de "peso" na região íntima, um abaulamento ou "bola" que aparece na vagina, dificuldade para urinar ou para evacuar. A cirurgia de correção existe para devolver cada órgão ao seu lugar e restaurar a função da pelve — aliviando os sintomas e recuperando a qualidade de vida. Não existe uma cirurgia única de prolapso: a técnica é escolhida sob medida, levando em conta qual órgão desceu, a gravidade, a idade da paciente, a vida sexual e a presença ou não de incontinência urinária associada.

Quando é indicado

Sintomas moderados a graves
Impacto na qualidade de vida e nas atividades diárias
Falha do tratamento conservador (fisioterapia, pessários)
Coexistência com incontinência urinária que requer correção combinada

Como é realizado

Como cada prolapso é diferente, várias técnicas podem ser usadas, isoladas ou combinadas na mesma cirurgia: - Colporrafias anterior e posterior (cirurgias vaginais tradicionais): pela própria vagina, o cirurgião costura e reforça o tecido da paciente para reposicionar a bexiga (cistocele) ou o reto (retocele). É como reforçar a costura de um tecido que cedeu. - Colpoperineoplastia: reconstrução do períneo, a região de sustentação entre a vagina e o ânus. - Histeropexia ou colpopexia: suspensão do útero ou da cúpula vaginal, fixando-os a estruturas firmes da pelve — o ligamento sacroespinhoso ou o osso sacro. É literalmente "pendurar" de volta o que desceu, em um ponto de ancoragem seguro. - Correção com telas ou enxertos: um reforço adicional de material sintético ou de enxerto. Aqui, uma informação importante: as telas colocadas pela via vaginal para corrigir prolapso foram restringidas por agências reguladoras — o FDA americano as retirou do mercado em 2019, e a ANVISA emitiu alertas no mesmo sentido — e hoje são exceção, consideradas apenas em situações muito específicas. Já a tela colocada pela via abdominal, na sacrocolpopexia, mantém sua indicação e segue como padrão bem estabelecido. - Abordagens laparoscópicas ou robóticas: em centros especializados, algumas correções são feitas por pequenos furos no abdome, com destaque para a sacrocolpopexia (fixação da cúpula vaginal ao sacro). O Dr. Frederico Mascarenhas faz a avaliação integrada de todo o assoalho pélvico. Quando há também incontinência urinária, a correção pode ser combinada na mesma cirurgia — resolvendo os dois problemas de uma vez.

Vantagens

Alívio completo ou significativo dos sintomas
Melhora na qualidade de vida, sexualidade e autoestima
Baixo índice de recidiva em técnicas bem indicadas
Possibilidade de correção combinada de incontinência urinária
Abordagens minimamente invasivas em casos selecionados

Recuperação

A alta hospitalar é precoce: em geral 24 a 48 horas após a cirurgia. O período-chave são as primeiras 6 semanas. Nesse intervalo, a regra é proteger a reconstrução enquanto ela cicatriza: nada de esforço físico (cargas, academia, atividades pesadas) e nada de relações sexuais. Esse cuidado importa de verdade — o esforço precoce é um dos fatores que aumentam o risco de o prolapso voltar. Passada essa fase, a rotina é retomada gradualmente. No pós-operatório mais tardio, a fisioterapia pélvica pode ser indicada para fortalecer o assoalho pélvico — fortalecer a "rede" que sustenta os órgãos ajuda a proteger o resultado da cirurgia a longo prazo.

Riscos e cuidados

Os riscos, explicados um a um: - Recidiva do prolapso: o órgão pode voltar a descer com o tempo. Isso é mais frequente em mulheres com colágeno naturalmente frágil (o tecido de sustentação do corpo cede com mais facilidade) e quando há esforço físico cedo demais no pós-operatório — daí a importância de respeitar as 6 semanas de resguardo. - Incontinência urinária de esforço "de novo": em parte das mulheres que não perdiam urina antes, a correção do prolapso pode "desmascarar" uma perda aos esforços que estava escondida pela própria descida da bexiga — em alguns cenários, isso acontece em até 1 a cada 3 ou 4 pacientes e pode exigir tratamento complementar depois, como o sling. É um ponto conversado antes da cirurgia. - Retenção urinária transitória: dificuldade temporária para esvaziar a bexiga nos primeiros dias, que se resolve. - Lesão de estruturas vizinhas e sangramento: bexiga, ureter e reto ficam próximos da área operada; lesões são incomuns e, em geral, identificadas e corrigidas no mesmo ato. - Dor pélvica: pode ocorrer no pós-operatório. - Infecção: possível em qualquer cirurgia, tratável. - Dispareunia: dor durante a relação sexual, em algumas pacientes. Vale dizer que a grande maioria recupera a função sexual com boa qualidade após a recuperação. - Erosão da tela: exclusiva dos casos em que se usa tela — é quando parte do material fica exposta através do tecido vaginal, podendo exigir tratamento. É um dos motivos pelos quais a tela é reservada a casos selecionados. - Reabordagem: eventualmente, uma nova cirurgia pode ser necessária. A melhor proteção contra todas essas complicações é a escolha criteriosa da técnica certa para cada caso — por isso a avaliação individualizada é o coração desse tratamento.

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

Nem sempre. Muitas correções são feitas com tecido nativo (colporrafias). A tela é reservada para casos selecionados — geralmente recidivas ou prolapsos muito severos — após discussão detalhada de riscos e benefícios.
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