Perda involuntária de urina que afeta milhões de mulheres. Pode ter causas anatômicas, neuromusculares, hormonais ou funcionais e nunca deve ser considerada parte normal do envelhecimento.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A avaliação começa por uma conversa detalhada: em que situações a urina escapa (no esforço? na urgência? nas duas?), com que frequência e o quanto isso atrapalha o dia a dia. Essa história costuma orientar o diagnóstico na maioria dos casos. Uma ferramenta simples e útil é o diário miccional, em que a paciente anota, por alguns dias, o quanto bebe, quantas vezes urina e quando ocorrem os escapes — isso revela padrões que a memória não capta. O exame físico ginecológico avalia o suporte da pelve e pode reproduzir o escape ao esforço. Em casos mais complexos ou que não respondem ao tratamento inicial, recorre-se ao estudo urodinâmico, um exame que mede como a bexiga enche, guarda e esvazia a urina, ajudando a entender exatamente qual é o mecanismo da perda.
Tratamento
Nem todo caso precisa de cirurgia — muitas mulheres melhoram bastante só com medidas conservadoras, que são sempre a primeira etapa. Tratamentos conservadores: - Fisioterapia do assoalho pélvico: o fortalecimento dos músculos que sustentam a bexiga e a uretra (os exercícios de Kegel são o exemplo mais conhecido), muitas vezes com ajuda de biofeedback, cones vaginais e eletroestimulação. - Mudança de hábitos: ajustar a quantidade e o horário da ingestão de líquidos e controlar o peso. Medicamentos: - Para a urgência, remédios que "acalmam" a bexiga hiperativa (antimuscarínicos ou beta-3 agonistas). - Estrogênio vaginal, quando há ressecamento e afinamento dos tecidos (atrofia) após a menopausa. Tratamentos cirúrgicos (quando as medidas acima não bastam): - Sling suburetral (TVT, TOT): uma faixa de suporte colocada por baixo da uretra para sustentá-la nos momentos de esforço. É considerado o padrão-ouro para a incontinência de esforço, com altas taxas de cura e perfil de segurança bem estabelecido. Vale esclarecer, porque é fonte de confusão: esse sling para incontinência é diferente das telas transvaginais usadas para corrigir prolapso, que sofreram restrições e alertas de segurança — são situações distintas, e o sling suburetral segue amplamente aceito. - Injeções periuretrais: aplicação de uma substância que ajuda a fechar melhor a uretra, alternativa para casos mais leves. - Para a bexiga hiperativa que não responde a remédios: aplicação de toxina botulínica (botox) dentro da bexiga, que reduz as contrações involuntárias, ou a neuromodulação sacral, que regula os nervos que comandam a bexiga.
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