Exame que avalia a função da bexiga e da uretra durante o enchimento e o esvaziamento, indicado para incontinência, bexiga hiperativa e disfunções miccionais.

Sobre o procedimento
Se os exames de imagem são a "fotografia" da bexiga, a urodinâmica é o "filme": ela não mostra a anatomia, mostra o funcionamento. O exame mede como a bexiga e a uretra se comportam nas duas fases do seu trabalho — enquanto enchem de urina e enquanto esvaziam. Durante o estudo, o equipamento registra as pressões dentro da bexiga, a sensibilidade (quando você começa a sentir vontade), o fluxo urinário, as contrações involuntárias do músculo da bexiga e a coordenação entre a bexiga e os esfíncteres (as "válvulas" que seguram e liberam a urina). Não é um exame de rotina — ele entra em cena nos casos complexos ou que não melhoraram com o tratamento: incontinência urinária com dúvida diagnóstica, bexiga hiperativa que resiste aos remédios, disfunções miccionais, retenção urinária sem causa obstrutiva e, principalmente, no planejamento de cirurgias funcionais como o sling e o esfíncter artificial — situações em que operar sem entender o mecanismo do problema seria um tiro no escuro.
Quando é indicado
Como é realizado
O exame é ambulatorial e dura cerca de 30 a 60 minutos. Primeiro, cateteres bem finos são posicionados na bexiga (pela uretra) e no reto — são eles que medem as pressões durante todo o estudo. A passagem incomoda um pouco, mas os cateteres são realmente finos. Na primeira fase, a bexiga é preenchida lentamente com soro fisiológico, simulando o enchimento natural. Seu papel é simples: relatar o que sente — a primeira sensação de bexiga enchendo, a vontade de urinar, a urgência. Enquanto isso, o equipamento registra as pressões, a capacidade da bexiga e eventuais contrações involuntárias do detrusor (o músculo da parede da bexiga, que em algumas pessoas "dispara" sem permissão — a base da bexiga hiperativa). Na segunda fase, você urina com os cateteres ainda em posição. Pode parecer constrangedor, mas é justamente esse momento que gera as informações mais valiosas: o fluxo urinário, a pressão que a bexiga faz para esvaziar e a coordenação dos esfíncteres. Em alguns casos, associa-se a eletromiografia perineal (pequenos sensores que registram a atividade dos músculos do assoalho pélvico) e/ou imagens simultâneas de videofluoroscopia — a chamada videourodinâmica.
Vantagens
Recuperação
Não há recuperação propriamente dita: você retoma as atividades imediatamente após o exame. Nas primeiras horas, pode haver uma leve ardência ao urinar ou um pequeno traço de sangue na urina — efeito da passagem dos cateteres. Beber bastante água resolve na grande maioria das vezes. Pode ocorrer infecção urinária depois do exame. Em pacientes com maior risco — infecções urinárias de repetição, uso de cateterismo, sonda prévia ou imunidade reduzida —, um antibiótico preventivo é indicado de rotina, e não como exceção.
Riscos e cuidados
Os riscos são pequenos e, em geral, se limitam a incômodos passageiros: - Ardência ao urinar nas primeiras horas. - Desconforto transitório com os cateteres durante o exame — os tubos são finos e o incômodo passa. - Infecção urinária: rara. - Hematúria leve (um pouco de sangue na urina): raramente acontece e se resolve sozinha.
Vídeos sobre o procedimento
Tratamos com este procedimento
Incontinência Urinária Masculina
Perda involuntária de urina, frequentemente pós-prostatectomia
Ver detalhesBexiga Hiperativa
Síndrome de urgência, frequência aumentada e noctúria
Ver detalhesIncontinência Urinária Feminina
Perda involuntária de urina, comum mas tratável
Ver detalhesDisfunções Miccionais Femininas
Alterações no armazenamento ou esvaziamento da bexiga em mulheres
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