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Procedimento

Uretroplastia (Reconstrução da Uretra)

Cirurgia que refaz o trecho estreitado do canal da urina

Reconstrução do trecho estreitado da uretra — o tratamento definitivo da estenose. Em trechos longos, usa enxerto de mucosa da própria boca para refazer o canal.

Ilustração — Uretroplastia (Reconstrução da Uretra)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A uretroplastia é a cirurgia que reconstrói o canal da urina no ponto onde ele estreitou (a estenose de uretra). Diferente das dilatações e da uretrotomia interna — que alargam o estreitamento por dentro, mas com alta chance de a estenose voltar —, a uretroplastia trata o problema de forma definitiva, com as melhores taxas de sucesso a longo prazo. Há duas grandes estratégias, escolhidas conforme o comprimento e a localização do estreitamento: - Anastomótica: em estenoses curtas, remove-se todo o segmento doente e reconectam-se as duas pontas saudáveis da uretra. - Com enxerto (substituição/ampliação): em estenoses mais longas, em vez de retirar, alarga-se o canal aplicando um enxerto de tecido. O enxerto preferido é a mucosa oral (retirada da parte interna da bochecha ou do lábio), por ser úmida, resistente, cicatrizar bem e não deixar falta no local doador.

Quando é indicado

Estenose de uretra que retornou após dilatação ou uretrotomia interna
Estenoses longas ou em múltiplos pontos
Estenoses causadas por líquen escleroso (balanite xerótica obliterante)
Estreitamentos após trauma ou cirurgias prévias
Desejo de tratamento definitivo, evitando dilatações repetidas

Como é realizado

A cirurgia é feita sob anestesia. O cirurgião acessa a uretra (geralmente por uma incisão no períneo, entre a bolsa escrotal e o ânus) e avalia a extensão real do estreitamento. Em estenoses curtas, o trecho doente é removido e as pontas são costuradas entre si (técnica anastomótica). Em estenoses mais longas, abre-se o segmento estreito e um enxerto — em geral um retângulo de mucosa retirado do interior da boca — é suturado para ampliar o calibre do canal. A retirada da mucosa oral é rápida e o local na boca cicatriza sozinho em poucos dias. Ao final, permanece uma sonda por algumas semanas para que a reconstrução cicatrize sobre um canal calibrado. Antes de retirar a sonda, costuma-se fazer um exame contrastado (uretrografia) para confirmar que a área cicatrizou sem vazamentos.

Vantagens

Tratamento definitivo, com altas taxas de sucesso a longo prazo
Evita o ciclo de dilatações repetidas que apenas adiam o problema
A mucosa oral é um enxerto robusto e o local doador se regenera sem prejuízo
Restaura o jato e o esvaziamento adequado da bexiga

Recuperação

A sonda costuma permanecer por cerca de 2 a 3 semanas, retirada após um exame contrastado confirmar a cicatrização. O desconforto no períneo e na boca (quando há enxerto) é leve e melhora em poucos dias. O retorno às atividades habituais é gradual, evitando esforço físico e atividade sexual pelo período orientado pela equipe.

Riscos e cuidados

Como toda cirurgia, há riscos de infecção e sangramento. Específicos da uretroplastia: recidiva da estenose (menos frequente que nas técnicas endoscópicas, mas possível), fístula (comunicação anormal) e, com o enxerto oral, desconforto ou dormência passageira no local doador. Alterações na ejaculação ou na ereção são incomuns nas reconstruções mais frequentes. A discussão dos riscos é sempre individual.

Vídeos sobre o procedimento

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

Para estenoses que voltam ou são longas, sim. A dilatação e a uretrotomia têm alta recidiva; a uretroplastia trata a causa e tem as melhores taxas de sucesso a longo prazo, encerrando o ciclo de procedimentos repetidos.
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