Formação de placas fibrosas na túnica albugínea do pênis, causando curvatura anormal, dor na ereção e, em alguns casos, disfunção erétil. Tem tratamento clínico e cirúrgico.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é feito na consulta, sem exames invasivos de rotina. O urologista ouve a história — quando a curvatura começou, se dói, se está piorando, como está a rigidez — e examina o pênis, palpando o corpo do órgão em busca da placa: um nódulo ou uma faixa endurecida sob a pele. Como a curvatura só aparece na ereção, ela precisa ser documentada de alguma forma. Há dois caminhos: fotografias feitas em casa pelo próprio paciente durante a ereção — solução simples e suficiente em muitos casos — ou o teste de ereção induzida no consultório, que permite ao médico avaliar o ângulo com precisão. A ultrassonografia peniana com Doppler complementa a avaliação: mostra a placa, identifica calcificações (áreas endurecidas com depósito de cálcio) e avalia a qualidade do fluxo de sangue no pênis — informação importante quando existe disfunção erétil associada e no planejamento de uma eventual cirurgia.
Tratamento
Nem todo caso precisa de cirurgia. Casos leves, com curvatura que não atrapalha a relação sexual, podem apenas ser acompanhados. E a fase da doença define o que faz sentido fazer. Na fase aguda (doença ainda ativa, com dor ou curvatura em mudança): - O foco é aliviar a dor (analgesia) e acompanhar a evolução — operar nessa fase aumenta o risco de a curvatura voltar. - Medicações por via oral têm benefício limitado. - A tração peniana, com dispositivos específicos, pode reduzir a perda de comprimento. - Injeções aplicadas diretamente na placa podem ser consideradas em casos selecionados, com o objetivo de agir sobre o tecido cicatricial. A colagenase, uma delas, atualmente não está disponível no Brasil; o verapamil, outra opção, tem evidência limitada de eficácia. Na fase estável (após a doença parar de progredir), o tratamento definitivo é cirúrgico quando a curvatura impede ou dificulta a relação sexual. As opções: - Plicatura peniana (técnica de Nesbit e variações): 'franze' o lado oposto à placa para retificar o pênis. Indicada para curvaturas moderadas com boa rigidez. Pode causar um encurtamento, em torno de 1 a 2 cm (podendo ser maior nas curvaturas mais acentuadas) — algo discutido abertamente no planejamento. - Incisão ou retirada da placa com enxerto: o cirurgião corta ou remove a cicatriz e cobre a área com um enxerto de tecido. Preserva melhor o comprimento e é a escolha para curvaturas acentuadas ou deformidades complexas. - Implante de prótese peniana: quando existe disfunção erétil que não responde ao tratamento, a prótese corrige a curvatura e restaura a rigidez no mesmo procedimento. O que esperar: nos casos bem indicados, o tratamento corrige a deformidade e devolve a função sexual na grande maioria dos pacientes. A escolha da técnica é individualizada — grau de curvatura, qualidade da rigidez, comprimento peniano e expectativas do paciente entram na conta.
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