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Procedimento

Ureterorrenolitotripsia (URSL)

Tratamento endoscópico de cálculos urinários a laser

Procedimento endoscópico que fragmenta cálculos do ureter e do rim com laser de Holmium ou Thulium, sem cortes externos.

Ilustração — Ureterorrenolitotripsia (URSL)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A ureterorrenolitotripsia (URSL) é o tratamento endoscópico das pedras urinárias (cálculos) localizadas nos ureteres — os canais finos que levam a urina do rim até a bexiga — ou dentro do próprio rim. O nome é comprido, mas a lógica é simples: em vez de operar por fora, o urologista chega até a pedra por dentro, percorrendo o caminho natural da urina no sentido inverso, e a fragmenta com laser. Nenhum corte é necessário. É uma das técnicas mais modernas e eficazes da endourologia (a área da urologia que trabalha por dentro do trato urinário), com altíssima taxa de sucesso e excelente perfil de segurança. Utiliza ureteroscópios flexíveis digitais — instrumentos finos com câmera, capazes de se curvar para alcançar os cantos do rim — e laser de alta potência (Holmium ou Thulium Fiber).

Quando é indicado

Cálculos ureterais sintomáticos (dor, infecção, obstrução)
Cálculos renais pequenos a médios (até 2,5 cm)
Falha de tratamento conservador ou de litotripsia extracorpórea (LECO)
Infecções urinárias recorrentes por litíase
Obstruções urinárias causadas por cálculos

Como é realizado

Sob anestesia geral ou raquidiana (a anestesia nas costas, que adormece da cintura para baixo), o urologista introduz o ureteroscópio — um instrumento fino com câmera, flexível ou semirrígido — pela uretra. Dali, avança pela bexiga, sobe pelo ureter e, se necessário, chega até o interior do rim. Localizada a pedra, entra em ação o laser de alta potência (Holmium ou Thulium Fiber), que a fragmenta em pedaços pequenos. Esses fragmentos podem ser retirados na hora, com uma pinça em forma de cestinha (o "basket"), ou deixados para o corpo eliminar naturalmente pela urina. Em muitos casos, ao final, é colocado um cateter duplo J — um tubo fino e flexível, temporário, que fica entre o rim e a bexiga, todo por dentro do corpo e invisível por fora — para facilitar a drenagem da urina e a cicatrização.

Vantagens

Técnica segura e altamente eficaz
Procedimento ambulatorial ou com curta internação
Recuperação rápida (geralmente em 24 a 48 horas)
Sem incisões ou cortes externos
Alta taxa de sucesso (livre de cálculos)
Tecnologia moderna: ureteroscópio flexível digital, laser de alta potência, sistemas de aspiração ativa

Recuperação

O pós-operatório costuma ser leve: alguma dor discreta ou desconforto ao urinar nos primeiros dias é esperado e transitório. Beber bastante água é parte do cuidado — a hidratação oral vigorosa é uma orientação importante nessa fase. Se o cateter duplo J foi colocado, ele é retirado em geral entre 1 e 4 semanas, conforme o caso, num procedimento simples e ambulatorial, sem internação. Enquanto ele estiver no corpo, alguns incômodos são esperados e não significam complicação: vontade frequente de urinar, um pouco de sangue na urina e uma dor lombar na hora de urinar — essa dor acontece porque, ao esvaziar a bexiga, um pouco de urina reflui pelo cateter em direção ao rim. Nas primeiras 48 a 72 horas, apenas atividade física leve.

Riscos e cuidados

Os riscos são, em geral, pequenos e transitórios: • Sintomas urinários irritativos transitórios: ardência ou vontade frequente de urinar nos primeiros dias, que passam sozinhos. • Infecção urinária: possível, como em qualquer procedimento no trato urinário. A forma grave — quando a infecção se espalha pelo corpo (a sepse) — é incomum, mas é a complicação mais temida do procedimento: febre alta ou calafrios nos primeiros dias após a cirurgia exigem ida imediata à emergência. • Hematúria leve: um pouco de sangue na urina, em geral discreto. • Lesão do ureter: pequenas perfurações são raras e, quando acontecem, costumam se resolver apenas mantendo o cateter duplo J por mais tempo. Um estreitamento tardio do ureter (estenose) pode surgir meses depois em uma minoria dos casos — um dos motivos do acompanhamento. A lesão grave do ureter é raríssima. • Fragmentos residuais: em cálculos maiores (acima de 1,5 a 2 cm) ou múltiplos, uma única sessão pode não limpar tudo, e um segundo procedimento programado pode ser necessário — isso faz parte do planejamento, não é falha do tratamento. E um lembrete que não é um risco da cirurgia, mas da doença: pedra urinária tende a se repetir. Por isso, o acompanhamento com exames de imagem e as medidas preventivas — boa hidratação, ajustes na dieta e controle metabólico (investigar e tratar as alterações do organismo que favorecem a formação de cálculos) — são essenciais para evitar recorrência.

Vídeos sobre o procedimento

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

Em geral, é colocado um cateter duplo J temporário, retirado em 7 a 14 dias em consulta ambulatorial. A sonda vesical, quando usada, é removida em poucas horas.
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